Ateliê Artes Da Meiroca : iniciantes
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Uma arte milenar



Uma das primeiras referências ao tricô que se conhecem é a de Homero na sua famosa obra “Odisseia”, provavelmente datada de finais do século VIII a.C. Num dos episódios, apresenta-nos uma Penélope desgostosa pelo não regresso do seu marido Ulisses, passando o dia a tricotar uma peça que à noite é desfeita, adiando assim a ordem do seu pai para escolher um novo pretendente – o pintor inglês John William Waterhouse mostra-nos esta cena no quadro “Penelope and the Suitors” (“Penélope e os Pretendentes”) de 1912. Avançando no tempo, até ao século XIV, o pintor alemão Mestre Bertram retrata, no seu “Visita do Anjo”, a Virgem Maria tricotando uma camisola.
A arqueologia também ajudou a recuar cada vez mais no tempo a prática da arte de tricotar, embora seja difícil encontrar peças feitas de lã ou algodão por serem materiais perecíveis. Nesse sentido, os exemplares mais antigos que se conhecem datam de 1000 a.C. e trata-se de meias descobertas no Egito com desenhos considerados bastante complexos, o que leva os arqueólogos a acreditarem que a técnica é extremamente antiga, pois para chegar a tal nível de complexidade são precisos muitos anos de tentativas falhadas ou menos perfeitas. Em 1964, uma equipa de arqueólogos liderada pelo explorador norueguês Helge Ingstad e a arqueóloga Anne Stine Ingstad descobriram, em L’Anse aux Meadows, na Terra Nova, província do Canadá, uma agulha de tricô datada de cerca do ano 1000, possível data de fundação da aldeia viking onde foi encontrada.




O que é o tricô?

O tricô pode ser definido como a arte de entrelaçar fio com a ajuda de uma ou duas agulhas de tricotar, dando-se-lhe a forma que se pretender. Essa forma pode ser reta ou redonda e, para este último, recorre-se ao uso de duas agulhas ligadas por um fio forte de nylon. Numa fase inicial, o têxtil utilizado era apenas o algodão, mas com a prática da pastorícia, e posteriormente com o auxílio de máquinas, foi sendo possível utilizar outros materiais, destacando-se a lã, caxemira, angorá e o linho.

A massificação do tricô

Acredita-se que a prática de tricotar terá tido então origem no Egito, embora seja apenas uma teoria baseada nas descobertas aí feitas. É no entanto certo de que o tricô era presença habitual na Europa Medieval, onde a maioria das pessoas vestia lã e linho. Já o dizia Jacques le Goff no seu livro de 1994, “O Homem Medieval”, onde afirma que a época Medieval “é uma época que, mais do que qualquer outra, nos aparece marcada pelas suas brancas roupagens de igrejas (…), tapeçarias, bordados, tecidos de variadas cores e com desenhos singulares (…) ”.
Le Goff também nos diz que as artesãs trabalhavam nas lojas dos maridos e muitas vezes ficavam responsáveis por aquelas depois de estes morrerem. Para a sociedade medieval, era importante manter a mulher ocupada e era o próprio pai que incentivava as filhas a dedicarem-se aos trabalhos manuais. Era também considerada uma mais-valia caso a mulher enviuvasse ou caísse numa situação de pobreza, pois esta atividade tinha uma forte vertente económica, sendo utilizada não só para o uso pessoal da família mas também permitindo obter lucros com a sua venda. Isto sobretudo antes da crise que afetou a Europa no século XIV.
Em 1589, o inglês William Lee inventou a primeira máquina de tricotar, cujos princípios básicos de funcionamento ainda hoje vigoram e foi no século XIX que o uso da máquina de tricô se generalizou em massa, devido à industrialização. Desde então teve uma forte importância durante as guerras mundiais, para vestir soldados e civis.

O tricô nos dias de hoje

Apesar de ter sido ultrapassada por processos mecânicos e industriais, a verdade é que o tricô manual voltou a estar na moda, ora como passatempo, ora como pequeno negócio. Como afirma Joanne Turney no livro “The Culture of Knitting”, existem cada vez mais pessoas que optam por comprar peças únicas e exclusivas tricotadas por um profissional, que podem mesmo atingir valores avultados quanto maior for a técnica e a originalidade. Não existem limites para a imaginação, a arte de tricotar está aperfeiçoada e existem inúmeros tipos de fios e cores que permitem a criação de peças originais e criativas.
O tricô é praticado por lazer ou paixão e já não representa um meio de subsistência, embora possa constituir um lucro extra, pois, tal como na Idade Média, há quem o faça para uso pessoal mas também para venda.
Nas décadas de 60 e 70 do século XX usar peças de tricô era estar na moda e nos dias de hoje não é exceção. Desde as lojas de fast fashion às marcas de moda mais luxuosas, hoje não faltam peças tricotadas em todas as suas coleções, até porque o tricô está efetivamente na moda!
Espero que tenham gostado nas próximas postagem estarei falando das linhas , agulhas e estarei colocando paps,gráficos modelos obrigada pela atenção !!!!!



Como interpretar gráfico de crochê

Para quem está começando a fazer artesanatos interpretar um gráfico de crochê pode se tornar um pouco complicado. Confira algumas dicas que irão ajudá-la nesse processo e treine bastante 

Tipos de gráfico

Existem dois modelos de gráficos de crochê: os lineares e os circulares. O gráfico de crochê linear é executado em idas e voltas. Seu início se dará com a indicação de uma seta. É comum a primeira carreira ser lida da esquerda para direita e a próxima da direita para esquerda.
Já o gráfico de crochê circular deve ser sempre lido no sentido anti-horário. Todas as carreiras de ponto serão lidas da mesma forma.

Como identificar os principais pontos do crochê

  • Correntinha: é indicada por uma bolinha pequena não preenchida;
  • Ponto alto: é sinalizado no gráfico como uma cruz;
  • Ponto alto duplo: é uma cruz com um risco a mais;
  • Ponto baixo: é indicado pela letra X, se o gráfico pedir 2 pontos baixos no mesmo ponto baixo ele estará representado pela letra V;
  • Ponto baixíssimo: o ponto baixíssimo é indicado por uma bolinha pequena preenchida;
  • Setas: a seta preenchida indica o inicio do trabalho a seta vazia mostra o fim do trabalho
a leitura para adquirir prática e segurança. 





Dicas de como fazer crochê para iniciantes

               

   Seja para distrair, desestressar, ocupar um tempo vago ou mesmo conseguir uma renda extra, o crochê pode ser uma alternativa interessante para pessoas que gostam de trabalhos manuais. Mas se você ainda não entende exatamente como são as técnicas, não se preocupe. Vamos ajudá-lo. Hoje, O Artesanato vai dar dicas de como fazer crochê para iniciantes.



Agulha

O primeiro passo para começar a crochetar é entender as agulhas. Elas existem em diversos diâmetros e para cada tipo de trabalho, existe um tamanho específico. Nas receitas de trabalho geralmente vem o tamanho necessário, mas a regra geral é agulha fina para linha fina e agulha grossa para linha grossa.
Dica: para os iniciantes, prefira linhas e agulhas finas. Elas são mais fáceis de trabalhar.

Linha

O segundo passo é escolher a linha. É claro que a cor vai depender do trabalho e receita que você escolher. Portanto, para o primeiro crochê não é preciso comprar várias cores. Existem também muitas marcas, mas opte sempre pela cor e pela espessura que seu trabalho pede.
Dica: existem linhas que são coloridas. Elas deixam o trabalho colorido sem que você precise trocar de linha. O resultado é muito bonito.

Tesoura

Uma tesoura para arrematar e cortar os frios é imprescindível, mas não tem nenhuma especificação. Serve qualquer modelo, desde que corte bem.

Fita métrica

A fita métrica é outro item indispensável, já que você medirá seu trabalho constantemente.

Abreviações

Estas abreviaturas são usadas em receitas, revistas e acessórios. Aprenda:
  • corr – correntinha
  • pb – ponto baixo
  • mpa – meio ponto alto
  • pa – ponto alto
  • sp – espaço
  • pq – ponto
  • pbx – ponto baixíssimo
  • rep – repita
  • ult – último
  • seg - seguinte
Agora você já sabe como fazer crochê. Siga as orientações das imagens e mãos a obra!
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Agulhas dicas

Tipos e tamanhos das agulhas de crochê: conheça todos !!!
Uma das partes mais importantes quando falamos de artesanatos de crochê é levar em consideração o tipo de agulha que será usado para confeccionar a peça.

Tamanho 

A medida usada para a agulha é milímetros. Ela pode variar desde 0,5mm até 10,0mm. É comum ter sempre algum gráfico indicando o tamanho que deverá ser usado. Porém é possível criar um trabalho próprio e até mesmo modificar o gráfico.  
Para fazer pontos largos, prefira sempre as agulhas grossas, mas cuidado para que não fique muito aberto dando margem para “folgas”. Para isso, faça uma carreira de ponto correntinha e verifique se é condizente com o gráfico ou com o que pretende fazer. Para um ponto menor e mais apertado prefira as agulhas mais finas. 
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Agulha de crochê de aço 

Essa agulha é indicada para usar com linhas mais finas e fazer pontos fechados. Ela tem como característica ser versátil e pode se adaptar a qualquer tipo de linha, incluindo as mais grossas como a lã.

Agulha de crochê de alumínio

Para fazer pontos maiores com uma espessura grossa, o mais indicado é a de alumínio. A agulha ajuda a puxar a linha maior com mais facilidade, tornando o trabalho rápido e preciso. 

Agulha de crochê de plástico 

As de plástico são também indicadas para trabalhos com pontos maiores. Porém, diferente das outras, ela cansa menos a mão. Para fazer um ponto fechado com esse tipo de agulha, faça uma correntinha e verifique se o ponto não afrouxa.